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by Marcia Oliveira on 21 de julho de 2020

Como a Cloroquina funciona: Novo estudo aponta ineficácia

A polêmica envolvendo o uso da cloroquina no Brasil parece estar longe de ter fim. Logo depois do presidente Jair Bolsonaro testar positivo para Covid 19, o mesmo fez uma declaração defendendo o medicamento, em uma espécie de quase “propaganda” para o uso do mesmo. O ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni também foi infectado. E enquanto Bolsonaro continua a defender a hidroxicloroquina, um estudo dos EUA nega sua eficácia,  no entanto, médicos Brasileiros afirmam: “Proibir é um crime contra medicamentos e pacientes”. Vale mencionar que não se sabe e forma exata como a cloroquina funciona nos pacientes contaminados com o Covid-19, visto que estudos têm apontado reações das mais variadas. Um novo estudo Norte-Americano aponta ineficácia nas formas mais leves da doença que tem infectado milhares de pessoas ao redor do mundo.

Hidroxicloroquina: O que é e como funciona

Muitas fake news foram propagadas Brasil a fora a respeito dos medicamentos cloroquina azitromicina. Po essa razão é importante explicar o que é cloroquina. A cloroquina refere-se a hidroxicloroquina que tem sido usada há décadas como um medicamento antimalárico e para tratar outras infecções por protozoários. Desde então, seu uso foi ampliado para tratar doenças como artrite reumatóide ou lúpus eritematoso sistêmico. A comunidade científica vem desenvolvendo um trabalho árduo em busca de soluções contra a atual pandemia Covid 19. Além de falar sobre estratégias e métodos de contenção de infecções para identificar a população positiva para COVID-19, uma parte importante da comunidade científica está trabalhando no desenvolvimento de terapias válidas e na preparação de uma vacina eficaz.

O medicamento atua como um “agente imunomodulador”, disse à Euronews o Dr. Petr Horák, presidente da Associação Europeia de Farmacêuticos Hospitalares (EAHP). Esses medicamentos podem modificar a resposta imune do organismo e, em alguns casos, atuar como antivirais ou anti-inflamatórios para doenças raras. Muitos leigos se pergunta se de fato, a a cloroquina cura Covid 19. O fato é que o medicamento vem sendo utilizado de forma ampla no Brasil, mas muito pouco ainda se sabe sobre os efeitos do mesmo nos pacientes com Covid-19. Além de Bolsonaro, outro presidente também saiu em defesa do medicamento.

Nos últimos meses, este medicamento, comumente usado no tratamento da malária, artrite reumatoide e lúpus eritematoso discóide e disseminado, provocou um debate interminável na comunidade científica sobre sua possível eficácia em pacientes positivos para o coronavírus Sars-CoV-2

Novo estudo aponta que hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento da infecção

A hidroxicloroquina foi aprovada pelo Presidente dos Estados Unidos como uma potencial “cura” para o coronavírus. Na segunda-feira, Donald Trump foi mais longe, dizendo publicamente que estava tomando o medicamento como medida preventiva contra o Covid-19. No entanto, estamos falando sobre uma droga controversa, que provocou um debate acalorado, mesmo além do mundo científico. De acordo com um novo estudo, que ainda não foi submetido à revisão por pares, a hidroxicloroquina não seria eficaz no tratamento da infecção e, de fato, poderia até piorar. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores que trabalham no ensaio clínico Recovery, organizado pelo governo britânico com a orientação da Universidade de Oxford. O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu seu ensaio clínico em meados de abril, embora, além das manchetes, ainda não haja consenso no setor farmacêutico.

Segundo informações so próprio estudo: Durante o julgamento, os pesquisadores compararam dois grupos de participantes: um consistindo em 1561 pacientes tratados com hidroxicloroquina e o outro em 3155 pessoas tratadas com terapias padrão. No primeiro grupo, 26,8% dos membros perderam a vida 28 dias após o tratamento, enquanto no outro grupo o percentual foi de 25%. Os pesquisadores confirmaram que os resultados permanecem constantes, mesmo quando os pacientes são divididos em subgrupos por idade, sexo ou gravidade da doença no momento da terapia. Os participantes tratados com hidroxicloroquina também tiveram menor probabilidade de receber alta em 28 dias (60,3% contra 62,8% dos membros do outro grupo).

“Em pacientes hospitalizados, a hidroxicloroquina não está associada a uma redução na mortalidade, mas a um aumento no período de hospitalização e ao risco de a doença progredir em direção à ventilação mecânica e à morte”, explicam os pesquisadores.

 

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