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Bolsonaro testa positivo para Covid-19 e a Bolsa dá bons sinais

| Marcia Oliveira

O que já era de se esperar aconteceu. Um destino zombeteiro levou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ao mais sofrido dos anúncios. Por longos meses, ele desprezou e jogou as preocupações da Organização Mundial da Saúde e de seus governadores. Sobre a pandemia que tem causado um colapso Global ele comentou: “É uma gripe normal, não precisa se preocupar.” Aliás, muito comentou-se que o presidente do Brasil parecia estar muito mais preocupado em fazer uma espécie de “propaganda” sobre a cloroquina no tratamento contra o Covid-19, do que qualquer outra coisa. Durante a entrevista com jornalistas de diversos veículos da empresa chegou a retirar a máscara de proteção, colocando a vida dos profissionais em risco, o que infelizmente não surpreende.

Bolsonaro testa positivo para o Covid-19 e comunica

Com os maiores números de casos da América Latina e ocupando o segundo lugar mundial, Bolsonaro teve que dar a terrível notícia a poucos dias, está contaminado com o novo Vírus. A notícia, no entanto, não parece ser surpresa para ninguém. Sem máscara, sem precauções e sem medidas restritivas. Tanto quanto os dados mostram, uma onda de infecções, e o Brasil estava entre os países mais afetados do mundo. Em paralelo ao anúncio, a Bolsa de Valores Brasileira continua dando bons sinais. A inclinação da curva ainda está subindo, mas o mercado de ações local, em vez de ser afetado por ela, está voando. Ainda que o atual líder do país não contribua positivamente para a imagem do mesmo, notícias boas têm sido frequentes no mercado de ações do Brasil.

O presidente Brasileiro de 65 anos disse que estava com 38 ° de febre e 96% de saturação de oxigênio no sangue na tarde de domingo, explicando que estava tomando hidroxicloroquina. Devido aos sintomas, os compromissos programados para o resto da semana foram cancelados. Aquele que chamou o novo Vírus que tem se espalhado e matado milhares de pessoas ao redor do mundo de “uma gripezinha” agora tem que lidar com os efeitos do mesmo no próprio. A tese de Bolsonaro, contestada pela oposição e também no meio científico, sempre foi que os regimes de bloqueio arriscavam danificar a economia de maneira intolerável. Até o momento, após o levantamento de algumas restrições, o Brasil é o segundo país mais afetado do mundo pelo novo coronavírus.

Vale mencionar que o presidente terá a sua disposição os melhore hospitais do país para o tratamento, mas essa realidade não alcança  a maioria dos Brasileiros Brasileiros. A grande maioria tem que recorrer a hospitais sucateados e vem sofrendo a escassez financeira gerada pela pandemia. Bolsonaro tem sido fortemente contestado, nacional e internacionalmente, por sempre minimizar a gravidade da pandemia de Covid-19, que no Brasil causou mais de 1,6 milhão de infecções e mais de 65 mil mortes confirmadas. Em controvérsia aberta com a força-tarefa de assistência à saúde, ele pediu aos governadores dos Estados do Brasil que revoguem ou facilitam as medidas restritivas e socialmente remotas.