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by Marcia Oliveira on 14 de julho de 2020

A possível saída para a economia Global pós-pandemia

As perspectivas de crescimento mundial são insatisfatórias e isto é um fato. Por causa da pandemia, a economia de mercado mundial está caminhando para a pior recessão desde o segundo período do pós-guerra. As previsões de crescimento do PIB global foram continuamente revistas em baixa nos últimos quatro anos: de uma média anual de + 4,8% esperada em 2011 para os cinco anos subsequentes a uma + 3,9% esperada em 2015 (FMI).  Após o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial deu o alarme de que os países emergentes pagarão o preço mais alto pela crise. Para este ano, as estimativas foram reduzidas de 4,0% para 3,3% em 12 meses.

Em 2020, todos daremos um grande salto para trás: de acordo com o Banco Mundial por causa da pandemia, que até agora infectou cerca de 7 milhões de pessoas, o produto interno bruto (PIB) global deverá contrair 5,2.  A pergunta é: Como contornar esse quadro?

Os números alarmantes para a economia mundial em 2020

A desaceleração é generalizada, mas maior nas economias emergentes estruturalmente mais dinâmicas: desde o início da crise, as perspectivas de crescimento diminuíram meio ponto percentual nos países avançados (de + 2,6% na média anual em 2008 para + 2,1% nos países avançados). 2015) e quase dois pontos nos emergentes (de + 7,0% para + 5,1%). E a queda mais evidente, prevista em -9,1%, será a da área do euro. Nunca houve tantos países em recessão desde 1870. “Um golpe devastador para a economia mundial”, disse David Malpass, presidente do Banco Mundial, que revisa em baixa as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que em abril previu um declínio global de 3%.  Em meio a todo o caos gerado pela atual pandemia, a economia circular passa a ser muito mais debatida do que antes como uma possível solução.

Se tudo continuar como antes e pos´sivel que o capital humano se depare com riscos ainda maiores. Segundo o Instituto de Washington, a pandemia de coronavírus e o bloqueio resultante tiveram um impacto negativo no crescimento, apesar das medidas de auxílio financeiro sem precedentes lançadas pelos governos e bancos centrais. É cada vez mais evidente que os efeitos da crise econômica nos investimentos, a desaceleração demográfica e o menor impacto estimado das novas tecnologias na produtividade são muito persistentes. Para os especialistas, esta é a crise mais grave dos últimos 150 anos, que causará uma queda substancial do PIB em 90% dos 183 países pesquisados.

O golpe será mais difícil para os países em desenvolvimento e as economias emergentes: haverá pessoas mais pobres e o fechamento de escolas e a dificuldade de acessar os cuidados básicos de saúde “terão repercussões, a longo prazo, também no desenvolvimento de capital humano”. No entanto, especialmente nos países avançados, é possível um resultado efetivo, mas depende muito da combinação de intervenções públicas com políticas econômicas mais sustentáveis que serão adotadas para impulsionar o crescimento e aumentar a taxa de crescimento potencial da economia.

By Marcia Oliveira

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