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Real: A moeda que mais desvalorizou durante a pandemia

| Marcia Oliveira

A poucos anos atrás, o real era procurado por investidores do mundo inteiro, como uma das moedas mais promissoras do mundo, visto que o Brasil estava em uma crescente ascenção, repleto de boas expectativas para um futuro financeiro próspero. No entanto, como em muitas jovens repúblicas, esse otimismo foi completamente abalado por diversas instabilidades, onde devemos destacar a política. Enormes denúncias de corrupção, impeachment e tantos outros problemas nas costas só fizeram com que investidores estrangeiros saíssem do país, levando consigo seus capitais. Não Obstante, a atual pandemia veio para tornar este cenário ainda mais confuso e desanimador, visto que o país tem se saído muito mal ao combate a contaminação pelo vírus, chegando a bater alguns récordes de contaminação nas últimas semanas.

A instabilidade atual

O fato é, conforme o real desvaloriza, gera pressões inflacionárias para o mercado interno. Se o dólar permanecer nos altos níveis atuais, em torno de BRL 5,00 por muito tempo, as empresas cujo dólar afeta os custos operacionais devem repassar os aumentos de preços aos consumidores, relatou o Estado de São Paulo. Nos últimos meses vimos o real super como a muitos anos não víamos. O real brasileiro estava sendo negociado em torno de 5,35 contra o dólar, depois de atingir uma baixa de quase três semanas em US $ 5,37, enquanto os investidores fugiram para moedas portuárias em meio a temores de uma segunda onda de infecções por coronavírus.  Em um mar de incertezas não somente econômica, mas políticas, o Brasil tem muito com o que se preocupar.

O mercado global está passando por momentos de tensão devido aos impactos do surto de coronavírus em vários setores, como os que dependem do consumo e do turismo, com as companhias aéreas registrando perdas de bilhões de dólares nas bolsas de valores e os principais encontros sendo cancelados. O Bril, assim como o resto do mundo está tendo que adaptar-se para a nova realidade. Lógcamnete, alguns países tem se saído muito melhor do que outros por uma série de fatores. Aspectos como organização, implemnetação de medidas como quarentena total do país, uma economia organizada e políticas públicas em acordo com as recomendações da OMS são pontos que podem fazer uma grande diferença no combate contra o Covid-19.

O fato é, o atual presidente Brasileiro tem sido extremamente criticado em função da forma como tem administrado o atual problema. O banco central do Brasil reduziu sua taxa básica de juros Selic em 75 bps para um novo recorde histórico de 2,25% em 17 de junho, como esperado, e disse que ainda há espaço para mais estímulos monetários para apoiar a economia a partir da covid-19 cair. O real tem sido negociado em torno de mínimos recordes, em meio a preocupações com uma profunda recessão econômica, deterioração da posição fiscal e incerteza política. Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil, afirmou que o real está enfraquecendo em grande parte devido ao impacto econômico da epidemia, ao invés de uma mudança na percepção de risco do país. Vale lembrar que as autoridades reduzirão os custos de empréstimos após o corte nas taxas de emergência do Federal Reserve.