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Quadro macroeconômico do Brasil é muito preocupante

| Marcia Oliveira

O Brasil foi apontado consecutivamente com um dos países mais promissores das última décadas. Após a estagnação dos anos 90, o Brasil cresceu a um ritmo elevado na década seguinte, graças à expansão do setor formal, da força de trabalho e da demanda externa, principalmente de matérias-primas. De la para cá muitas coisas correram. Desde a descoberta do famoso pré-sal até grande eventos como as Olimpíadas e a Copa do mundo, o país teve muitas chances de “fazer bonito”. O crescimento renovado e as políticas sociais implementadas pelos governos favoreceram o resultado impressionante de reduzir pela metade a taxa de pobreza e reduzir significativamente as disparidades sociais.

No entanto, a partir de 2012, uma vez desaparecidas as condições favoráveis ​​que promoveram seu progresso, os nós estruturais da economia brasileira voltaram à mesa: a produtividade estagnada e o grau modesto de conexão com o resto do mundo retardaram o desenvolvimento, dificultando o desenvolvimento.

Da conjuntura das décadas passadas até a situação macroeconômica e políticas atual em meio a pandemia

O financiamento dos crescentes gastos sociais levou a um agravamento progressivo das finanças públicas. Além do mais,um fantasma nunca deixou de assombrar o país, acorrupção. O escândalo da Petrobras, que eclodiu em 2014, e a subsequente crise política restringiram ainda mais a economia, levando à recessão mais profunda dos últimos quarenta anos no período de dois anos 2015-2016. De lá para cá a cada ano parece surgir m novo caos, o que tem espantado cada vez mais o investidores estrangeiros do país. A mais atual recuperação da economia foi menos rápida do que as previsões iniciais por vários motivos, incluindo incerteza política. As previsões otimistas foram mudadas por notícias negativas. Em 2017 e 2018, o PIB cresceu pouco mais de 1% ao ano; que per capita estagnou.

Muito além, 2019, o PIB cresceu a taxas moderadas, decepcionando amplamente as previsões de consenso para o início do ano (2,6% na mediana dos analistas privados pesquisados ​​pela investigação de foco do banco central em meados de janeiro de 2019) . E seguida nada muito diferente aconteceu, visto que o páis atravessou por grandes crises políticas que parecem estar longe de serem resolvidas ou minimizadas. Vários fatores teriam influenciado a lenta recuperação, que também reflete as fortes disparidades regionais, incluindo: o choque na atividade de mineração ligada à tragédia de Brumadinho (onde, no final de janeiro de 2019, uma barragem contendo os resíduos tóxicos resultantes entrou em colapso da extração, causando centenas de mortes e paralisação generalizada da atividade no setor) e a desaceleração da economia global, que levou à contração das exportações.

Como o país poderá sarir de uma situação como está, como poderá ter políticas econômicas inteligentes para recuperar a confiança dos investidores estrangeiros que retiraram seus capitais da nação. O consumo privado, o componente mais significativo do lado da demanda, impulsionou o crescimento do crédito para as famílias e, em parte, a ligeira melhora no mercado de trabalho. No entanto, muitos aspectos não podem passar despercebidos. O alto grau de capacidade não utilizada continuou a limitar as pressões inflacionárias, deixando espaço para o banco central reduzir taxas de referência a partir do segundo semestre de 2019. Alé do mais, são 350 pontos base para a baixa histórica de 3,00% em maio deste presente ano.

Previsões e apostas para 2020/2021

O que esperar para o final desde ano e para o início do próximo? Podemos ser otimistas? O fato é, pouco o governo fala sobre previsões para o futuro. A realidade parece ser sã dura que parece que preferem não comentar em detalhes. A nova pandemia de coronavírus mudou extremamente a situação econômica, tanto pelos efeitos indiretos no país ligados à tendência da economia global quanto aos mercados de commodities e pelos efeitos das medidas de distanciamento social impostas pela disseminação do vírus em muitos estados da federação a partir do segundo semestre de março. O governo Federal foi duramente criticado por não ter tomado as medidas de distanciamento logo de imediato ou por completo, como recomenda a OMS, fator que fez com que governadores agissem por “conta própria”.

Ainda é cedo para avaliar completamente o impacto econômico do Covid-19 na economia brasileira. Porm, alguns exercícios de previsão mostram que o impacto no crescimento será de proporções consideráveis. A mediana das previsões de crescimento para analistas privados pesquisados ​​pelo banco central é de -3,8% para o ano em curso, com as pessoas mais pessimistas que já trabalham com cenários básicos nos quais o produto diminuiria 7%.  Muito especula-se e estima-se, Por exemplo, a estimativa do FMI é de -5,3% para 2020. E como fica a situação para o próximo ano? A recuperação em 2021 não será suficiente para permitir uma recuperação completa do que foi perdido na pandemia, fixando-se em + 3,2% para analistas privados e 2,9% para o FMI.